Como diria o poeta:
Todas as cartas de amor são Ridículas. Não seriam cartas de amor se não fossem Ridículas. Também escrevi em meu tempo cartas de amor, Como as outras, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, Têm de ser Ridículas. Mas, afinal, Só as criaturas que nunca escreveram Cartas de amor É que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia Sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje As minhas memórias Dessas cartas de amor É que são Ridículas. (Todas as palavras esdrúxulas, Como os sentimentos esdrúxulos, São naturalmente Ridículas.)
Então se com o passar do tempo percebemos que nos tornamos ridiculos por escrever cartas te amor ou até por não escrever ou só de lembrar delas, o que somos nós a não ser ridiculos. Quisera eu então ser riduculosamente convincente em escrever tais cartas. Pena não fui ou será que fui e por isso estou aqui hoje sendo mais uma vez? Poís sei que sou um fingidor e fingindo sinto a dor, porque:
O poeta é um fingidor. Finge tão completamente Que chega a fingir que é dor A dor que deveras sente E os que lêem o que escreve, Na dor lida sentem bem, Não as duas que ele teve, Mas só a que eles não têm. E assim nas calhas da roda Gira, a entreter a razão, Esse comboio de corda Que se chama o coração.
Então busco o equilibro entre o amor e a razão e vou assim dando vazão aos sentimentos e a emoção mesmo perdendo a medida desta louca vida!
Faixa bônus!!
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