sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Sentido Da Vida


A história dos seres humanos é uma piada, não sabemos ao certo de onde viemos para onde vamos, o quê somos e que viemos fazer por aqui. Na realidade são tantos questionamentos que às vezes não sabemos nem como podemos tentar resolver-los.
Qual o real sentido da vida? Não sei responder com toda a certeza, pois cada um vai dizer por si qual o sentido real da vida, pois a valoração das coisas cada um que dá!
Estamos na era das aparências, onde quem aparentar ter e/ou ser algo é que é valorizado, mas não podemos ficar nas aparências e sim devemos ver através dessa aparência e ver a essência das coisas.
Com o passar do tempo aprendemos de várias formas, seja mais ou menos fácil, mais ou menos rápido, porém aprendemos que o tempo passa muito rápido para fazermos o que realmente queremos, mas o que realmente queremos?
Queremos ser felizes? Queremos ser ter dinheiro? Queremos ter sucesso? Mas o que significa ter tudo isso? Estaremos realizados ao chegar a essa meta? O que restará para fazer ao chegar a esse ponto?
Na escala do tempo, da história da Terra, a vida de um ser humano é um mero piscar de olhos. Nascemos, vivemos e morremos – e então, não mais somos "lembrados". Se esta vida é tudo o que se apresenta, qual é o seu sentido? Se estamos todos fadados a morrer de qualquer forma, que diferença faz do que fazemos das nossas vidas? Este questionamento é fato presente, na vida do indivíduo, quando chega à velhice.
A busca do sentido é uma motivação primária profundamente arraigada na natureza humana, que envolve a concepção do “sentido pessoal”, isto é, a preocupação de cada pessoa com a razão de sua própria existência e não uma concepção universal.
O envelhecimento é o fenômeno biopsicossocial que atinge o homem e sua existência na sociedade, manifestando-se em todos os domínios da vida. O envelhecimento é, sobretudo, uma dimensão existencial que se reveste de características biopsíquicasociohistórica. Além disso, com o processo de envelhecimento, ocorre uma diminuição gradual na qualidade de vida, que pode ser compreendida, devido a um conjunto de insatisfações que o indivíduo obtém em seu cotidiano, ou seja, a qualidade de vida e o sentido da vida para o indivíduo, estão diretamente relacionados com o grau de satisfação que o indivíduo possui diante da vida em seus vários aspectos.
Um dos grandes males de nosso tempo é sem dúvida a frustração existencial, o vazio interior, a sensação de perda do sentido da vida. Felicidade, prazer, sucesso – ideais de nosso tempo – o homem é capaz de viver por valores e ideais e dar a vida por eles se for preciso.
Cada ser humano, precisa valorizar-se, manter sua estima elevada, gostar de si mesmo, manter-se ativo, em movimento, interagindo. Isto ajuda a aceitar-se como é e a buscar o crescimento pessoal para viver positiva e saudavelmente, não só a velhice, mas a própria vida, encontrando assim, um sentido verdadeiro que a justifique.
Neste tempo de grandes mudanças sociais e econômicas, de grandes afirmações científicas ao lado da incerteza do dia-a-dia tem sido tarefa difícil para muitas pessoas, pois a dúvida e a incerteza em relação ao futuro geram insegurança, consumismo desenfreado de bens e até de relações.
Quando falamos em sentido da vida, estamos falando de percepções pessoais e de descobertas de qual o sentido da vida geral para o idoso. Encontrar o sentido, ou seja, achar as respostas para os seus porquês é bem mais complexo do que fazemos parecer nesse contexto, os idosos precisam ter auto-estima saudável e elevada para encontrarem um sentido.
A principal força motivadora do ser humano é a busca do significado de sua vida, pois sempre procurou dar um sentido a sua existência, e a frustração dessa necessidade gera o vazio existencial e a crise de identidade, muito presente em nossas vidas.

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